As atribulações na nossa liga de futebol, são típicas de países subdesenvolvidos.
Depois de se ter adoptado ( e bem ) o VAR, os mesmos de sempre – os que querem vencer a qualquer preço, sem olhar a meios – estão a apostar na sua destruição. E a aí, todos os truques e aldrabices começam a ser frequentes.
O próximo passo, deve ser a suspensão temporária do VAR. Posteriormente a sua eliminação. Entretanto, os adeptos continuarão a agredir-se com total impunidade, os lideres de claques acumularão rendimento de inserção com receitas do tráfico de droga, continuando a passear-se de Porsche e os presidentes de clubes entrarão no relvado de pistola em punho dirigida aos árbitros, situação tão em voga na América Latina.
Por cá, os exemplos de presidentes que usaram os seus clubes para branqueamento da sua imagem, promoção social, enriquecimento à conta e adia mento da sua prisão, são conhecidos:
Vale e Azevedo, Luís Filipe Vieira, Jorge Gonçalves, Bruno de Carvalho, António Salvador e o mais emblemático de todos – Pinto da Costa. Não esquecemos figuras de segunda linha como Valentim Loureiro, Pimenta Machado, Aprígio Santos e, infelizmente, muitos outros.
Mas, isto não é uma questão doméstica.
No mundo internacional, depois da febre chinesa que levou a que grandes jogadores se transferissem para um mercado sem expressão nem tradição ( as redes de apostas asiáticas seriam alheias? ) – hoje reduzido a um papel pouco significativo, veio a do Qatar ( com a sua intervenção no Paris Saint-Germain e a inacreditável organização do mundial ) e a da Arábia Saudita com contratações absurdas e irracionais.
Perante este panorama, qual o futuro?
No futebol, não há lugar para o desporto. Só para a ganância.
Os dirigentes e agentes estão a matar o futebol, o maior espetáculo que o mundo conhece.
4 de Setembro de 2023
Nuno Machado
Concordo em absoluto. Por isso, fui-me afastando progressivamente. Vou consumindo em doses homeopáticas e está bem assim. Abraço
Obrigado Mano.
No caminho certo.
Abraço